• Categoria Dicas | 7/04/2015

    Água e Atividade Física

    POSTADO POR Fabio Costa

     

    Aposto que algum dia na vida você já se deparou com esta cena: automóvel parado no acostamento, capô aberto, fumaçando, termômetro aceso no painel porque o carro esquentou demais… motorista apreensivo com o risco de bater o motor. Muita gente passa por isso! E entre as causas do aquecimento excessivo do motor está ela: a falta de  água!

    Se para as máquinas “menos complexas” ela é importante, o que dizer da água para o corpo humano? Somos compostos de 70 a 75% deste precioso material que é responsável por diluir sólidos, transportar nutrientes, eliminar impurezas decorrentes do metabolismo e regular a temperatura corporal.

    Tal qual uma máquina, nosso corpo tem que se manter dentro de uma faixa de temperatura (36,5ºC) para trabalhar melhor. O equilíbrio térmico é conseguido por meio do balanço entre a perda e a produção ou aquisição de calor. Este calor é normalmente produzido a partir do funcionamento normal dos orgãos e músculos. Mas na prática da atividade física a velocidade de produção de calor pelos músculos aumenta. O calor é transferido para o sangue e para o resto do organismo através da circulação.  Se a temperatura copórea se eleva demais, o organismo aciona os termorreguladores hipotalâmicos que provocam a dilatação dos vasos superficiais e ativam a sudorese para ajudar no resfriamento corporal.   Perdemos então água e eletrólitos como sódio, potássio, cálcio, cromo e magnésio através do suor, da respiração e da saliva.

    Dependendo da quantidade desta perda há redução do volume sanguineo e da ejeção ventricular, ou seja, o coração começa a bater mais vezes por minuto para tentar suprir a redução na oxigenação dos tecidos.  Por consequência, há o aumento da frequência cardíaca e da percepção de trabalho (conhecida como fadiga), sendo mais difícil a realização de esforços e, como resultado, há redução da performace no exercício, caracterizando a desidratação.

    Além disso, a falta de água no organismo está associada à câimbras, à náuseas, à enxaqueca e a uma redução da capacidade de resposta tão intensa que alguns estudiosos chegam a comparar  o tempo de reação do indivíduo desidratado ao de uma pessoa alcoolizada, e enfatizam que no futuro poderemos ter como lei algo semelhante a: se estiver desidratado, não dirija!

    O valor relativo a 1% de desidratação já inicia o aumento da temperatura corporal e a 2% é normalmente quando sentimos sede, ocasionando uma redução crescente do desempenho. Essa diminuição se torna preocupante quando atinge 3% e de 4 a 6% pode ocorrer fadiga térmica. A partir de 6% existe risco de choque térmico, coma e morte.homem-atletico-ginastica-bebendo-agua-toalha-academia-1348002945106_956x500

    Mas, como avaliar o estado de desidratação e corrigi-lo? Uma forma simples de saber se você está adequadamente hidratado é verificar a cor da sua urina. Quanto mais amarela, mais rica em solutos e menos água no seu organismo. Para quem pratica atividade física e tem dúvida de quanto de água ingerir durante os treinos, uma boa dica é aferir o peso antes e imediatamente depois da atividade física, de preferencia sem roupa e na mesma balança para saber quanto de água perdeu durante a atividade e realizar o cálculo de água suplementar. Pois qualquer redução da concentração de água no corpo afeta a geração de poder no músculo e diminui o desempenho.

    Outro fator a ser levado em consideração é a temperatura do lugar onde estamos nos exercitando.  Quanto mais quente a temperatura ambiente, maior a perda de água e eletrólitos e mais atenção deve ser dada à hidratação. Pois o calor provoca maior vasodilatação cutânea, causando a transferência de grande parte do fluxo sanguíneo para a periferia do corpo, ao invés dos músculos esqueléticos, ocasionando importantes reduções da hipertensão arterial, do retorno venoso e do débito cardíaco.

    Mas quanto ingerir de líquidos antes, durante e após o exercício? O ACSM American College of Sports Medicine, indica que como as necessidades de hidratação podem variar consideravelmente, seja  de pessoa para pessoa ou para um mesmo indivíduo, se sob condições ambientais diferentes e em atividades físicas distintas.

    Assim, é importante desenvolver um plano de hidratação personalizado feito por um profissional habilitado que contemple a hidratação prévia, intra-treino e pós-treino, de forma que o planejamento compense as perdas adicionais de água pela diurese e sudorese e identifique a necessidade de reposição de eletrólitos e carboidratos.

    Consulte seu nutricionista! Ele é o profissional capacitado para avaliar e prescrever o melhor plano de hidratação para você!

     

    Tatiane Salmeiro é minha Nutricionista( CRN5:4451), amiga e responsável por me fazer aprender a beber agua!

    Centro Médico Cristian Barnard, 4ºandar, sala 409. Rua Leonor Calmon, 265, Cidade Jardim.

    Tels: (71) 3330-2000/ 3111-1000/ 9117-1703 / tatysalmeiro@hotmail.com

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