• Categoria Futebol | 2/04/2014
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    Entorse do tornozelo

    POSTADO POR Fabio Costa

    Entorse pode ser uma sobrecarga grave, estiramento ou ruptura de tecidos moles como cápsula articular, ligamentos, tendões ou músculos.

    Como ocorre? A maneira mais comum de ocorrer a lesão é “virar o pé para dentro” (em termos médicos, trauma em inversão do pé). Geralmente observa-se inchaço no tornozelo, que ocorre somente na face lateral nas entorses leves ou difusamente nas entorses graves. Acompanhando inchaço pode ocorrer um hematoma (depois de 24h ou 48h da entorse) na face lateral do pé e tornozelo.

    tornozelo

     

    Quais as causas? Pode estar relacionado com irregularidades no solo, a adoção de determinadas formas de andar, o uso de sapatos altos e saltos estreitos podem facilitar a entorse, tal como situações de fraqueza muscular ou ligamentar.

    Como prevenir? As pessoas cujos tornozelos torcem com facilidade podem evitar as lesões subseqüentes utilizando aparelhos ortopédicos, meias elásticas para os tornozelos e colocando dispositivos no calçado para estabilizar o pé e o tornozelo. Além disso, fisioterapia para restabelecer o movimento, fortalecer os músculos que agem no tornozelo e melhorar o equilíbrio através de exercícios de propriocepção, treinos em terrenos irregulares (com supervisão de um profissional da área).

    Sintomas Os sintomas dependem da gravidade da situação, podendo ser considerados três graus, dependendo do grau de estiramento e/ou rotura dos ligamentos: Grau 1 ou entorse ligeira – os ligamentos sofrem estiramento mas não rotura. Os sintomas são ligeiros, no que diz respeito à dor e inchaço local.

    entorse Grau 2 ou entorse moderada – os ligamentos sofrem estiramento e rotura incompleta. Os sintomas são mais exuberantes, com dor local, inchaço e, por vezes, hemorragia, dificultando, ou mesmo, impossibilitando a marcha. Grau 3 ou entorse grave – ocorre rotura completa de um ou mais ligamentos, o que provoca instabilidade do tornozelo. Este aspecto, em conjunto com os sintomas intensos que se desenvolvem imediatamente, tornam a marcha impossível.

    Como se diagnostica? O diagnóstico da entorse é clínico, ou seja, é feito após a observação do doente por especialista de ortopedia. A radiografia do tornozelo pode ser realizada, mas apenas para excluir a coexistência de fratura. Nos casos mais complexos, são necessários outros exames complementares como a radiografia sob esforço em varo, para comparação com o lado são, ou mesmo Ressonância Magnética.

    Tratamentos

    O tratamento das entorses de tornozelo é direcionado de acordo com a lesão apresentada. Entretanto, na fase aguda, é interessante realizar o protocolo abaixo:

    • Repouso: fazer movimentos apenas para as necessidades básicas diárias e evitar longas caminhada;

    • Elevação: elevar o membro afetado, colocando-o sobre um apoio, quando sentado e sobre um ou dois travesseiros, quando deitado;

    • Gelo: compressas devem ser realizadas na face anterior do joelho – a parte da frente – por 20 minutos, quatro vezes por dia. Deve-se envolver a bolsa de gelo com uma toalha para proteger a pele do frio excessivo;

    • Órtese: usar talas imobilizadoras ou imobilizações gessadas, conforme orientação médica. A órtese deve ser usada 24 horas por dia, retirando-as somente para a realização da compressa de gelo e para o banho;

    • Medicações: podem ser prescritos analgésicos e anti-inflamatórios, que devem ser utilizados conforme orientação médica.

    • Exames complementares: dependendo do tipo da lesão o médico pode, após realizar o exame físico do joelho, solicitar uma ressonância magnética. Esse exame deve, preferencialmente, ser realizado de forma ambulatorial. Não há indicação da realização do exame no atendimento inicial do paciente que ocorre no pronto atendimento.

    • Fisioterapia motora: é indicada para proporcionar uma reabilitação adequada e o retorno às atividades normais do paciente. Sinais de alerta

    Se surgir vermelhidão, inchaço, dor que não cede com as medicações ou perda de sensibilidade do membro afetado, o paciente deve procurar o Pronto Atendimento para nova avaliação. O tempo de cicatrização varia conforme o grau da entorse. Para melhor acompanhamento da lesão, após a consulta no Pronto Atendimento, deve-se agendar retorno com seu médico particular, levar os exames solicitados e realizar o acompanhamento ambulatorial. Essa nova avaliação deve ser feita em aproximadamente uma semana.

    Tratamento de acordo com o grau

    Na entorse ligeira, habitualmente opta-se pela aplicação de gelo e repouso. Deve ser utilizado um apoio de marcha (com muletas) durante uma semana, de forma a imobilizar a parte inferior da perna. Uso de muletas por si só já é considerada uma imobilização. A marcha será reiniciada de forma progressiva.

    Na entorse moderada, além do realizado acima é necessário a imobilização com tala gessada em torno de três semanas.

    Na entorse grave, a indicação será de imobilização com tala por uma semana, seguido de gesso por mais três semanas e ainda corre o risco de precisar operar, de forma a suturar os ligamentos e, posteriormente, aplicar uma imobilização gessada.

    A fisioterapia é a grande companheira de quem sofreu uma entorse. Não se consegue uma boa evolução sem esta. O principal fator ligado a fisioterapia é justamente evitar a cronificação da lesão o gera entorses de repetição.