• Categoria Dicas | 12/05/2011
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    Lesão do Ligamento Cruzado Anterior

    POSTADO POR admin

    Nas últimas semanas tivemos a tristeza dobrada com o afastamento de 02 jogadores tricolores, ambos com lesões no joelho. Assim resolvi escrever sobre estas lesões para elucidar e desmistificar

    Primeiro falarei sobre a lesão do Ligamento Cruzado Anterior. Este ligamento fica dentro do joelho, unido o osso da coxa (fêmur) ao osso da perna (Tíbia). Muito pequeno medindo apenas 38 mm ele é o principal restritor da translocação anterior do joelho, mas doutor que “diacho”é isso? Vamos lá. Ele impede que o osso da perna se desloque na direção anterior em relação ao osso da coxa, sendo assim responsável pela estabilidade do joelho. Quando um atleta ou mesmo um cidadão comum rompe este ligamento, ele passa a cursar com uma instabilidade, o joelho perde segurança, falceia e por muitas vezes sai do lugar. Por isso é que no jogador esta lesão é tão limitante. Toda vez em que se vai fazer uma mudança abrupta de direção este ligamento é solicitado. Na ausência dele estas mudanças são muito sacrificadas.

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    A ruptura do ligamento em si não dói, o mais comum é o paciente sentir um estalido no joelho e este quando sai do lugar ai sim causa uma dor intensa.

    Nos primeiro segundo ou minutos  após a lesão ainda é possível se examinar o paciente  e fazer teste de diagnóstico,mas logo depois o joelho começa a inchar , seja pelo derrame de sangue ou de liquido sinovial e as dores tornam o exame muito difícil. Assim muitas vezes para se fazer o diagnóstico é necessário aguardar 10 ou 15 dias após a lesão.

    O exame físico é sem dúvida o melhor método de diagnóstico chegando a uma acurácia (capacidade de verificar se a lesão existe mesmo) de 98%, mas mesmo após este diagnóstico é possível que se solicite um exame de imagem que comprove a lesão. Apesar de muito caro a ressonância magnética (que de nuclear não tem nada) é o único exame que mostra esta lesão. Eu disse: ÚNICO. Falo isso pois por vezes vejo se solicitado uma ultrassonografia o joelho que infelizmente não mostrará o que procuramos.

    Quanto ao tratamento o que temos de opção? Sem dúvida a cirurgia é o método de escolha, pois é a única forma de reconstruir o ligamento, este nã

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    o se regenera, não cicatriza, nem nasce de novo. Precisa ser colocado um novo no lugar. Hoje em dia esta cirurgia é feita pela técnica minimamente invasiva chamada de Artroscopia, que muito chamam de cirurgia a “laser”, mas que também de laser não tem nada. Ë uma micro câmera, mais fina que uma caneta que é colocada dentro do joelho e por ela o cirurgião reconstrói o ligamento. Além dos 2 furos realizado e que medem menos de 1 cm é necessário um corte de 4m logo abaixo do joelho pra retirarmos uma parte do músculo da coxa (tendão) que é usado como matéria prima para reconstruir o ligamento. No final este é preso tanto ao osso da coxa como ao osso da perna por parafusos específicos ( que não precisão mais nunca ser retirados). Se me perguntarem se o paciente pode optar por não operar, sempre respondo que sim, mas ele tem que ter consciência de que não poderá fazer esporte com mudança de direção, correrá o risco de desenvolver artrose (desgaste  da articulação) e ainda terá a chance grande de ter episódios repetidos de entorse tendo o seu joelho saindo do lugar constantemente. Se com tudo isso ele optar por não operar terá  resultados satisfatórios.

    Em relação à reabilitação e pós-operatório paciente com lesão do LCA operado, normalmente entra pela manha da clínica e vai embora à noite, não havendo a imposição de dormir nos hospital, deixando claro que isso é uma opção do cirurgião, no meu caso, meus pacientes usam muletas nos 10 primeiros dias, já pisando no primeiro dia pós-operatório, começam um trabalho de fisioterapia, em clinicas especializadas, em 01 semana e permanecem em tratamento orientado por 6 a 8meses. Este tratamento orientado vai desde bicicleta ergométrica até a musculação em academia.

    A verdade é que esta cirurgia evoluiu muito e hoje em dia os atletas operados voltam a jogar no mesmo nível pré-lesão. Só pra lembrarmos alguns jogadores operados temos Alisson nosso zagueiro, Obina quando no Flamengo e mais recentemente o Ganso que se encontra em plena reabilitação. Claro que o melhor de tudo é não lesionar, mas se acontecer o imprevisto, sigamos o dizer futebolístico: BOLA PRA FRENTE!!

    Fábio Costa