• Categoria Dicas | 22/05/2014
    Evolução-Obesidade

    Obesidade temos que acabar!

    POSTADO POR Fabio Costa

                     Na pré-história, a vida do homem foi marcada por longas atividades físicas (caminhadas ou lutas), na busca de alimentos e de sua defesa.. Com o passar dos tempos, desenvolveu-se a agricultura e a indústria, passando a produzir, transportar e estocar grandes quantidades de alimentos. Com o avanço da tecnologia, cada vez menos precisamos despender energia para realizarmos nossas tarefas comuns. Para mudar o canal da televisão, não é preciso mais se levantar, apenas clicar no controle remoto, para ir à padaria utilizamos o carro em vez de caminharmos, e cada vez mais a população, de uma forma geral, vai acumulando energia na forma de gordura devido as hipocinesias.

    Mais do que uma questão de estética, porém, o excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade) é uma questão de saúde pública, reconhecida como uma doença e considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma “epidemia de proporções mundiais”. ]No Brasil a população já é de aproximadamente 10% do total. Esta doença por si só pode potencializar outros distúrbios como a diabetes, hipertensão, artrite, doenças coronarianas e possíveis câncer de endométrio, próstata e pulmão que contribuem de forma importante para reduzir a qualidade e expectativa de vida.images-12

    Está claro que a obesidade é o resultado de um conjunto de causas, que conduziram a uma classificação etiológica, considerando diversos fatores, tais como: genético nutricional, inatividade, endócrino, hipotâmico e drogas. Por outro lado, para indivíduos que não possuem problemas clínicos, a questão de controlar e diminuir o aumento de gordura corporal é simplesmente realizado através de um controle entre gasto e o consumo energético.

    Das diversas formas conhecidas para tratar ou prevenir a obesidade, a mais eficaz é a inclusão de um programa de atividade física ao dia-a-dia do indivíduo para o aumento do gasto de energia, e, simultaneamente, uma dieta balanceada ou um plano de reeducação alimentar, para diminuição do consumo calórico. Quando a redução do peso corporal é acompanhada de um significativo aumento no nível de atividade física, observa-se um perda mais significativa de gordura corporal, preservando-se a massa muscular.

    Está cada vez mais claro que pessoas com um estilo de vida fisicamente ativo, ou que participam de um programa de endurance, tendem a manter uma composição corporal desejável (MAC ARDLE, 1996).
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    Durante muitos anos, tem-se disseminado a crença de que os exercícios desempenham pouco ou nenhum papel nos programas de controle e redução de peso. Existem muitos exemplos demonstrando o grande número de horas necessárias de exercícios intensos para a obtenção de pequenas perdas ponderais. Portanto, como já vimos anteriormente, as evidências indicam que a hipocinesia (pouco exercício) pode representar a principal causa de obesidade nos Estados Unidos, sendo até mais significativa do que o excesso de alimentação.

    As respostas ao treinamento aeróbico dependem de vários fatores como: nível de aptidão inicial, intensidade, freqüência e duração do treinamento e devem ser analisadas longitudinalmente, ou seja, a partir do estado inicial de condicionamento aeróbico individual.

    Quando a atividade física é utilizada visando o emagrecimento, assim como em qualquer treinamento aeróbico, devem ser levados em conta fatores tipo freqüência, intensidade, duração, a forma específica do exercício e, principalmente, o custo energético total do programa de atividade física. As atividades aeróbicas contínuas realizadas com grandes grupos musculares e que comportam um gasto calórico de moderado a alto, como caminhar, correr, pular corda, subir escadas, ciclismo e natação, são ideais. Porém , a prescrição dessas atividades está diretamente ligada às exigências em relação ao controle do esforço, gasto energético e habilidades específicas.

    Os esquemas de exercício de baixa intensidade (menos kcal/min gastas), porém de longa duração, produziriam melhoras semelhantes às registradas com programas de alta intensidade e curta duração; o total de calorias gastas é aproximadamente semelhante em ambos os programas (GUIMARÃES,2001.

    A duração do treinamento deverá variar diariamente e de acordo com as atividades envolvidas. O fator importante seria o de elaborar um programa que satisfizesse os critérios para a melhora e manutenção de um nível de condicionamento físico adequado, que fosse agradável para o participante e que se encaixasse em sua disponibilidade de tempo. Além disso, este esquema deve ser compensador para o indivíduo – preferencialmente, devendo oferecer uma forma de diversão.

    Ambos, a quantidade de energia gasta e a duração do exercício são fatores críticos nas perdas de gordura. Outro fator a ser considerado é o efeito que o exercício tem nos gastos energéticos durante os períodos de recuperação entre uma sessão e outra.

    No início de um programa aeróbico, a maioria dos participantes apresenta efeitos de treinamento bastante rápidos. Geralmente, experimentam uma sensação de serem capazes de realizar uma maior quantidade total de exercícios nas sessões subseqüentes. O aumento na quantidade total de exercícios (volume de treinamento) resulta da capacidade do participante em aumentar a duração de seu treinamento ou de tolerar uma atividade de maior intensidade, ou ambas.images-11

    O excesso de gordura corporal está associado à diversas doenças crônicas, à mortalidade precoce
    A combinação entre dieta moderada e exercícios regulares é o meio mais seguro e eficaz para a redução dos depósitos de gordura corporal.
    No entanto, as pessoas (obesos ou não-obesos) encontram-se, a cada dia, com menos tempo para dedicarem-se a uma atividade física. Portanto, torna-se fundamental a eficiência do tempo despendido em atividades físicas com o máximo de aproveitamento para o fim a que se destina.

    Para prevenção da obesidade não basta incentivar a população a comer menos e sim a adotar novos estilos de vida.

    OBS .: Este artigo foi baseado num estudo

    Emagrecimento: Novas tendências e descobertas Estélio Henrique Martin Dantas; Adriana Maria Geraldo de Carvalho e José Carlos Pinheiro