Brasileiros e a Falta de Atividade Física

Postado por Dr.Fábio Costa

            A prática regular de atividades físicas está relacionada à melhora da qualidade de vida

 

Um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado em 2018, apontou que o brasileiro se exercita menos do que deveria. O levantamento feito com dados coletados nos últimos 15 anos, revelou que praticamente uma em cada duas pessoas em idade adulta (47%) no país, não pratica atividades físicas suficientemente.

Entre as mulheres, a ociosidade é ainda maior que a média, 53,3%, enquanto a prevalência de inatividade entre os homens é de 40.4%.

No mundo todo, 1,4 bilhão de pessoas que correm risco de saúde por causa da ociosidade, que pode aumentar a propensão ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, por exemplo, diabetes do tipo 2, demência e de alguns tipos de câncer.

No contexto global, o Brasil se encontra no grupo de países onde há maior ociosidade, superando nações como os Estados Unidos (40%) e o Reino Unido (36%).

O estudo define como “atividade física insuficiente” o descumprimento da recomendação padrão da OMS, que aconselha que seja praticado pelo menos duas horas e meia de esforço moderado por semana ou 75 minutos de atividade intensa.

Em nível mundial, a falta de exercícios é um mal que atinge 32% das mulheres e 23% dos homens adultos.

 

Sedentarismo x Atividade Física

 

Não praticar exercícios regularmente traz mais prejuízos para a saúde do que tabagismo, diabetes e doenças cardiovasculares, é o que revela estudo publicado recentemente no periódico JAMA Network Open. Para os pesquisadores, o sedentarismo deveria ser tratado como uma doença para qual o tratamento é a atividade física, assim, um número maior de pessoas passaria a se exercitar com maior frequência. A pesquisa ainda salientou que o exercício pode ser benéfico para pessoas de qualquer idade e sexo.

O hábito de manter-se fisicamente ativo também pode aumentar a expectativa de vida — em comparação com pessoas ativas, os sedentários apresentam risco 500% maior de morte prematura — e diminuir gastos com saúde. Doenças cardiovasculares e diabetes são as doenças mais caras (nos Estados Unidos).

Segundo estudos da revista científica The Lancet, o sedentarismo custa à economia global 220 bilhões de reais todos os anos. A inatividade física compromete a saúde hoje, como o tabagismo fazia no passado.

O American College of Sports Medicine recomenda que todos os adultos saudáveis entre 18 e 65 anos de idade pratiquem atividade física aeróbica de intensidade moderada por, no mínimo, 30 minutos por dia em cinco dias, totalizando 150 minutos por semana. A prática de atividade física é fundamental e muito importante para prevenção e tratamentos de doenças cardiovasculares e metabólicas como diabetes, também previne diversas doenças como AVC, infarto, osteoporose e entre outras.

 

Atividade física  e a prevenção das lesões

O funcional é um treinamento do movimento diário. Ele trabalha todo o corpo, levando os movimentos do dia a dia para a aula, por isso, é fundamental para a prevenção de lesões.

Um bom exemplo do reflexo dessa atividade na vida das pessoas acontece ao carregar compras do supermercado. Com certeza, o aluno dessa modalidade, vai saber como levar corretamente as sacolas, prendendo a escápula e deixando a coluna sempre reta.

O mesmo vai acontecer na hora de agachar para deixar as compras no chão, onde ele fará o movimento correto, utilizando os joelhos e preservando a lombar.

Esse tipo de treinamento é excelente, pois pode ser adaptado para melhorar a performance de atletas de todos os esportes.

É possível modelar todo o treino, selecionando os exercícios de força para os músculos mais utilizados no esporte praticado, além de desenvolver diversas aptidões.

Para corredores pode-se focar na resistência, surfistas e skatistas podem reforçar o equilíbrio e tenistas, a agilidade. O universo do funcional é imenso, abrange todos os tipos de esportes e pessoas.

 

Atividade  Física em alta em 2019

O Treinamento funcional é uma das  atividades que está em alta em 2019,segundo pesquisa realizada pela American College of Sports Medicine (ACSM).O treinamento funcional explora o movimento tridimensional, desenvolvendo tanto as capacidades condicionantes como também as coordenativas em todos os planos de movimento. Através de movimentos como puxar, empurrar, rotacionar, mudar de direção e locomoção, esse tipo de treino se torna mais dinâmico, divertido e com maior gasto calórico.

Além disso, temos a melhora da flexibilidade, força, coordenação motora, postura, condicionamento físico, entre outros, podendo ser feito por todos os públicos e em todas as idades. A diversidade de exercícios estimula diferentes áreas do cérebro, o que traz benefícios na melhora dos processos de aprendizagem, reabilitação cognitiva e saúde mental. Portanto, incluir o treinamento funcional em sua rotina de exercícios é muito além de uma tendência, é cuidar de sua saúde e bem-estar.

A tendência apareceu pela primeira vez na pesquisa, na quarta posição, em 2007 e nunca deixou de contemplar o top 20, alcançando a 9ª posição este ano. Uma das razões que explica o sucesso da modalidade é que ela pode ser usada em programas realizados em casa.

*Com informações dos sites: BBC, Veja.Abril e Extra.Globo

 

 

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