Lesões ligamentares do joelho

O joelho é uma das articulações mais complexas do corpo humano e, em razão da sua localização anatômica, é vulnerável aos traumas, principalmente nos esportes.

As lesões nos ligamentos do joelho são comuns em esportes de alto rendimento e ocasionam o afastamento do atleta da prática de exercícios, enquanto a lesão não for tratada. Isso porque, dependendo da modalidade, pode exigir muito da região. Segundo o levantamento realizado pelo Instituto do Joelho HCor, conduzido pela equipe do Prof. Dr. Rene Abdalla, aponta o futebol como responsável por 55% das lesões no joelho.

Conheça agora o ranking das atividades físicas que mais danificam os joelhos:

  1. Futebol (55%)
  2. Artes marciais (16%)
  3. Basquete (12%)
  4. Treino na academia (8%)
  5. Tênis (5%)
  6. Outros (4%)

 

Ligamentos do Joelho

Os ligamentos do joelho dão estabilidade às articulações, evitam a rotação excessiva e a movimentação anormal da patela, fêmur e tíbia.

Quando há uma ruptura de um desses ligamentos, o joelho pode se tornar instável, causando falseio, dor e inchaço.

O joelho possui sete ligamentos, sendo que cada um deles contribui de forma específica para a qualidade biomecânica dessa região do corpo, são eles:

  • Ligamento cruzado anterior (LCA);
  • Ligamento cruzado posterior (LCP);
  • Ligamento patelar;
  • Ligamento colateral medial ou ligamento colateral tibial (LCM);
  • Ligamento colateral lateral ou ligamento colateral fibular (LCL);
  • Ligamento poplíteo oblíquo;
  • Ligamento poplíteo arqueado.

Graus de lesões nos ligamentos do joelho

 

As lesões nos ligamentos do joelho são classificadas em três graus:

  • 1º grau: entorse do ligamento sem instabilidade;
  • 2º grau: entorse com instabilidade, mas com continuidade das fibras;
  • 3º grau: ruptura completa do ligamento.

 

Principais tipos de lesões

 

Os ligamentos do joelho podem apresentar quatro principais tipos de lesões:

Lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA): Geralmente esse tipo de lesão ocorre por causa de torção do joelho. Os sintomas são inchaço, instabilidade do joelho e dor incapacitante de movimento.

Lesão do Ligamento Cruzado Posterior (LCP): Essa lesão ocorre por meio do impacto direto e da alta energia gerada na face anterior da tíbia. São causadas principalmente em traumas esportivos ou acidentes. Os principais sintomas são a sensação de instabilidade articular, dor e inchaço.

Lesão do Ligamento Colateral Medial (LCM): É a lesão mais comum nos ligamentos do joelho. Ela acontece quando o joelho acaba sendo forçado de “fora para dentro”, e ocorre por causa de traumas ou esforços repetitivos. Os sintomas dessa lesão costumam ser dor na parte interna do joelho, que pode ser acompanhada de inchaço e uma sensação de instabilidade.

Lesão do Ligamento Colateral Lateral (LCL): Essas lesões acontecem quando o joelho é forçado de “dentro para fora” e podem manifestar-se como distensões, entorses ou rupturas. Os sintomas são dor no lado externo do joelho, inchaço e instabilidade.

 

Lesões ligamentares do joelho e a importância da fisioterapia

 

A fisioterapia é essencial para tratar as lesões ligamentares, principalmente para atletas, que precisam retomar o desempenho anterior. As sessões de fisioterapia têm como objetivo controlar a dor e o edema, além da correção biomecânica e estabilidade de movimentos, através de treinamentos de força, equilíbrio e exercícios que auxiliem na prevenção de futuras lesões.

 

Com informações dos sites: Ativo Saúde, Anatomia do Corpo, Instituto Trata e Saúde da editora abril.

 

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Dor no ombro de atletas

                                                          Lesão : Dor no Ombro de atleta

 

 O ombro pode ser acometido pelas seguintes lesões:

  • Bursites (inflamação das bursas);
  • Tendinites (inflamação dos tendões);
  • Lesões traumáticas do labrum (bankart e hill-sachs);
  • Síndrome do impacto, entre outras.

 

Essas lesões geram mecanismos anormais de movimento, dentre eles, a discinese escapular. A discinese escapular é o fenômeno pelo qual a escápula se move de forma a deixar proeminente seus acidentes ósseos (ângulo inferior, bordo medial e ângulo superior) sendo classificada em graus I, II e III a depender de quais estruturas estão sendo notadas no exame físico.

Estudos mostram que esse fenômeno pode se manifestar em atletas “overheads” (que utilizam o braço acima da cabeça no seu gesto esportivo repetitivamente) como uma adaptação específica do esporte (Vôlei, natação, Stand up paddle, etc) podendo gerar lesões crônicas de ombro e da coluna cervical.

 

Síndrome do Impacto

 

Uma dessas lesões que acometem os atletas é a Síndrome do Impacto, que acontece quando o tendão do supra-espinhal (geralmente é a primeira estrutura lesionada) e a Bursa são constantemente impactadas pelo tubérculo maior do úmero (estrutura proeminente do osso do braço) no acrômio.

Essa compressão gera inflamação, edema e dor intra-articular impossibilitando não só atletas como também outros profissionais de exercer suas atividades diárias, esportivas ou laborais.

Quadro Clínico: trazendo para clínica, podemos exemplificar algumas restrições dos pacientes como dificuldade na realização do movimento de tirar o sutiã, dor ao estender roupas, tirar camisa e coçar a cabeça. Atletas de vôlei, natação, stand up paddle ou tênis referem dor no movimento do saque, corte, braçada do nado borboleta, costas, craw na remada mais intensa, mão de cima do remo e no saque, backhand respectivamente.

 

Como tratar a lesão no ombro?

 

O tratamento médico para lesão no ombro geralmente consiste no uso de medicações antiinflamatórias, analgésicas e mio-relaxantes. No que diz respeito à avaliação e tratamento fisioterapêutico, alguns achados clínicos são notados nos indivíduos com dor no ombro, são eles: fraqueza da musculatura estabilizadora da escápula (serrátil anterior, trapézio inferior, rombóides e infra-espinhal), tensão exacerbada por hipersolicitação no trapézio superior, rigidez da cápsula posterior do ombro, hipomobilidade da coluna torácica e déficit de estabilização sensório-motora.

 

Reabilitação da Síndrome do Impacto do Ombro

 

A fisioterapia exerce papel primordial na reabilitação da síndrome do impacto do ombro, fortalecendo a musculatura da cintura escapular, devolvendo a amplitude de movimento, inibindo a tensão muscular, recuperando o ritmo escápulo-umeral e o sinergismo muscular, quebrando o desarranjo articular cervical, diminuindo a rigidez torácica através de técnicas de Cinesioterapia Funcional (tratamento por meio do movimento), Maitland e Mulligan (mobilizações articulares), PNF (facilitação neuromuscular proprioceptiva), Mackenzie (método de diagnóstico e terapia mecânica), Osteopatia (método diagnóstico e tratamento manual), além de realizar o treinamento neuromuscular excêntrico e sensório-motor com base no gesto esportivo específico do atleta e respeitando as fases da lesão em que o mesmo se encontra.

Dessa forma, para uma plena reabilitação, faz-se necessário o acompanhamento constante da equipe multidisciplinar (Médico, Fisioterapeuta, Educador Físico, Nutricionista, etc) para que o atleta consiga reduzir a dor, modular a inflamação, conscientizar-se sobre os padrões de movimentos menos lesivos para o gesto esportivo, ter um acompanhamento profissional para manter-se com a nutrição e o treinamento adequado com base na sua especificidade e, por fim, retornar às suas atividades esportivas com o mínimo risco de lesões!

 

 

*Com informações de Caio Ferreira Fisioterapeuta.

 

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Lesão Muscular

                                      A lesão muscular ocorre quando as fibras musculares se rompem

 

Os músculos geram força para produzir o movimento articular, desempenham contração e converte energia química em trabalho mecânico. O total de músculos no corpo humano é de 434, o que representa 40% do peso corporal.

A lesão muscular é super comum nos principais esportes e cerca de 90% dessa patologia está associada a contusões e distensões. A  Contusão muscular geralmente acontece quando o músculo é submetido por um trauma que causa dor, inchaço, rigidez, sendo a região da coxa, o local mais afetado.

Sintomas da lesão muscular

 

A intensidade dos sinais e sintomas pode variar de acordo com a gravidade da lesão. Pacientes que são acometidos por lesão muscular apresentam os seguintes sintomas:

-Dor Súbita

– Dificuldade para movimentar a região afetada

-Deficiência de flexibilidade

-Infecções

-Inchaço

-Hematomas

Tratamento da lesão muscular

 

O tratamento na fase aguda da lesão muscular exige do paciente repouso, gelo no local lesionado, compressão, proteção, elevação do membro e utilização de órtese:

-Tipóias

-Muletas

-Estabilizadores Articulares

Atenção! O fortalecimento muscular deve ser feito quando o paciente apresentar melhora da dor, com leve resistência. A prática da atividade física deve ser iniciada com baixa intensidade dos exercícios, e o mais importante, o acompanhamento de um profissional de educação física. Os exercícios são extremamente importantes na recuperação da lesão e no retorno gradual aos movimentos específicos do esporte.

Os critérios para o retorno ao esporte são: a flexibilidade, amplitude de movimento normal, ausência de dor e critérios de força muscular, semelhantes aos valores prévios à lesão. O tratamento cirúrgico é raramente indicado e prioriza as lesões completas de grande impotência funcional.

PRP e as Lesões Musculares

 

Novas técnicas e conceitos têm sido estudados nos tratamentos das lesões musculares, como o PRP, que tem sido amplamente utilizado no departamento médico, em clubes de futebol profissional.

Apesar haver poucos estudos, acredita-se que a infusão do PRP recrutaria um maior número de células-tronco satélites. Isso alteraria a biologia da cicatrização muscular, aumentando o poder da regeneração muscular. O que se observa na infusão do concentrado de plaquetas em lesões musculares, é o alivio mais rápido e prolongado da dor e, redução do tempo de retorno ao esporte.

 

Com informações do site: Globo Esporte.Com / Eu Atleta

 

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Artroscopia é um método cirúrgico que possibilita aos médicos observarem a parte interna de uma articulação, utilizando o artroscópio. Especialistas do esporte utilizam esse procedimento para diagnosticar, tratar, prevenir lesões esportivas e doenças, por meio de incisões minimamente invasivas. No procedimento da artroscopia é inserido o artroscópio na região do problema, através de um corte pequeno, denominado portal.

Esse equipamento cirúrgico tem uma luz de fibra ótica, uma câmera de vídeo na extremidade e uma lente de aumento, possibilitando que o médico analise a articulação com muitos detalhes. Todas as imagens capturadas pela câmera podem ser vistas por um monitor. A artroscopia é menos invasiva, dolorosa e o tempo de recuperação é mais rápido, esse procedimento é realizado no joelho, ombro, quadril, tornozelo, cotovelo e punho.

Artroscopia e as lesões esportivas

 

Recomenda-se a artroscopia para reparar lesões intra-articulares. Dentre as indicações mais comuns estão os tratamentos:

  •  Lesões de meniscos, cartilagem e ligamentos no joelho
  • Reparo de tendões, cartilagem e tratamento da instabilidade do ombro
  • Lesões de cartilagem e impacto do quadril e tornozelo
  • Biópsia de tecidos intra-articulares nas diversas articulações.

A artroscopia poderá ser utilizada como diagnóstico, uma vez que a articulação pode ser “explorada” através do uso de um equipamento cirúrgico, o artroscópio, para identificar uma lesão que não foi possível ser diagnosticada ao paciente realizar o exame físico e outros métodos diagnósticos como exames de imagens como  raio X, tomografia e ressonância magnética.

É importante evitar lesões esportivas através de medidas preventivas antes, durante e depois da prática de exercícios fiscos. Atletas consultem seu médico de forma regular para prevenir, tratar e identificar possíveis lesões.

O diagnóstico precoce de alguma patologia pode evitar uma série de complicações. Procure cuidados médicos adequados caso, identifique alguma lesão esportiva, pois, eles oferecem vários tratamentos como a artroscopia para curar a lesão e protegê-lo de futuras.

Artroscopia e as contraindicações

 

O médico irá indicar a artroscopia de forma individual para cada paciente, além de, discutir as opções de diagnóstico e tratamento que são melhores para você. Cada caso é um caso.

Vale ressaltar que a artroscopia não é indicada em pacientes que apresentam os seguintes sintomas: Infecção, sangramento e ferida na pele, próxima da articulação a ser operada.

Seu médico deverá ser informado se:

  • Tiver alergia a medicamento
  • Estiver fazendo uso de remédios de forma regular
  • Caso haja problemas de saúde
  • Se tiver trombose ou hemorragias
  • Se apresentar Infecção na articulação afetada
  • Se a paciente estiver grávida

Recuperação da artroscopia do joelho

 

O processo de reabilitação após a artroscopia é muito rápido, se compararmos com uma cirurgia de joelho tradicional, o período de recuperação leva em média de 4 a 6 semanas. É imprescindível que você siga as orientações do seu ortopedista para não cometer excessos e ter complicações ao retornar para a casa, como: manter a perna elevada, aplicar o gelo para aliviar o inchaço e a dor, mantenha a área da cirurgia sempre limpa e seca.

A maioria dos pacientes necessita de muletas depois da cirurgia artroscópica. O cirurgião decidirá quando é seguro deixar de usá-las. O médico vai prescrever os medicamentos para minimizar dores e o desconforto após a cirurgia.

É importante exercitar seu joelho durante várias semanas após a cirurgia. Isso irá restaurar a amplitude de movimento e fortalecer os músculos da perna e joelho. Os exercícios terapêuticos desempenham um papel importante na forma como você se irá recuperar. Um programa de fisioterapia formal pode melhorar o seu resultado final.

 

*Com informações dos sites: Minha Vida, Tua Saúde e Fisio Informa.

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