PRP a revolução do Tratamento em Traumatologia e Ortopedia

Postado por Dr.Fábio Costa

                        O Plasma rico em plaquetas (PRP) é uma técnica inovadora e vantajosa

 

E aí, células tronco? Fator de Crescimento? O que existe de novo para o tratamento das lesões esportivas? Conforme prometi, ficamos de conversar sobre o PRP (plasma rico em plaquetas).

Há nove anos, dentistas de Barcelona começaram a utilizar este método de tratamento, onde o plasma rico em plaquetas é produzido por meio da punção venosa de uma pequena quantidade de sangue do paciente.

Que é submetida à filtragem ou processada em uma centrífuga de alta velocidade que separa os glóbulos vermelhos das plaquetas, que são responsáveis por liberar as proteínas e outras partículas envolvidas no processo de cura que o corpo mesmo conduz.

 

 

Em seguida, a substância remanescente é injetada diretamente na área danificada. A alta concentração de plaquetas – 10 vezes o volume normalmente presente no sangue – catalisa o crescimento de novas células. O método foi trazido para o Brasil por um colega baiano, Dr. Roberto Dória, há cinco anos.

 

 

PRP: tratamentos ortopédicos em traumatologia esportiva

 

Os resultados iniciais são bastante promissores em relação aos tratamentos ortopédicos em traumatologia esportiva. Através de um método simples, onde se utiliza as plaquetas do próprio paciente (método autólogo) conseguindo melhorar, acelerar e até curar a grande maioria das lesões ortopédicas como, por exemplo, tendinites, lesões musculares, ligamentares, além de, acelerar a consolidação de fraturas.

A chegada do método trouxe uma dúvida de sua eficácia, mas como todo tratamento novo, ele tem suas limitações. Por exemplo: O mesmo tem sido usado no tratamento das lesões cartilaginosas e em lesões do menisco e infelizmente estas duas patologias não tem uma resposta tão boa ao tratamento como as demais. Assim, é importante saber que o tratamento revolucionário tem suas limitações.

 

Cláudia Raia: incentivadora das pesquisas com o método PRP

 

Em 2007, Cláudia Raia apresentava um quadro de tendinites crônicas nos tendões patelares do joelho, onde se insere a parte posterior da região do glúteo, em conseqüência dos anos dedicados ao ballet.

Tinha também tendinite de Aquiles e tendinite no ombro. Quando soube das pesquisas do plasma rico em plaquetas, se colocou à disposição para fazer o tratamento. “Colhemos seu sangue, separamos as plaquetas e fizemos seis infiltrações simultâneas no joelho, no tendão patelar, no joelho direito, no joelho esquerdo, na tuberosidade esquiática e no ombro”, explica o ortopedista.

Cláudia afirma que quase dois anos depois nunca mais sentiu dor alguma e que a comprovação de que o método é a grande revolução da ortopedia se deu este ano, quando operou novamente com Bittencourt, desta vez uma artroscopia de tornozelo.

“Quando fiz minha primeira artroscopia há alguns ele ainda não estava utilizando o PRP. Este ano, depois de uma lesão nos ensaios de Sweet Charity, repetimos o procedimento no mesmo tornozelo, só que utilizando o plasma rico em plaquetas. Foi impressionante minha recuperação e a cicatrização. Em menos de uma semana meus movimentos de extensão, flexão e inversão estavam perfeitos e normais e a dor desapareceu”, conta Cláudia Raia, que é uma das maiores incentivadoras das pesquisas com o método no país.

 

 

PRP e o Esporte Clube Bahia

 

Já no Esporte clube Bahia, no ano de 2010, este método foi utilizado em alguns atletas como Alison, Mendes e Rogerinho, com o objetivo de recuperá-los. Os resultados foram satisfatórios e promissores.

Outro ponto favorável ao Plasma Rico em Plaquetas é que não existe chance de rejeição ou de reação alérgica, porque a substância é autóloga, o que significa que vem do corpo do paciente; a injeção porta risco muito menor de infecção do que uma incisão, e não deixa cicatriz; a sessão de tratamento dura apenas 30 minutos, e o tempo de recuperação posterior é consideravelmente mais curto que o necessário a uma recuperação pós-cirúrgica.

Mas para que o procedimento chegue às esferas populares e o método seja aceito amplamente como a grande revolução da medicina regeneradora neste início de século, muitos obstáculos terão que ser vencidos.

Como todo tratamento revolucionário, o PRP é um método caro, custa em torno de R$ 3.000,00 a aplicação e o alto custo se dá em função dos recipientes de coleta do sangue, que são caros.

Alguns planos de saúde já estão liberando tais aplicações, o que demonstra grande evolução, pois um procedimento destes pode retirar o paciente da mesa de cirurgia, evitando um gasto muito maior.

 

Por: Dr. Fábio Costa

 

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