Sarcopenia

Postado por Dr.Fábio Costa

 

          A Sarcopenia faz parte do envelhecimento e interfere diretamente na qualidade de vida na terceira idade

 

Segundo o European Working Group on Sarcopenia in Older People (EWGSOP), a sarcopenia é uma síndrome, caracterizada pela perda progressiva e generalizada de massa muscular associada com a perda de força muscular e/ou performance. A Sarcopenia faz parte do envelhecimento e interfere diretamente na qualidade de vida na terceira idade. Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, cerca de 15% dos brasileiros têm sarcopenia a partir dos 60 anos de idade, chegando a 46% após os 80 anos.

A Sarcopenia possui três subtipos: pré-sarcopenia, quando se observa apenas perda de massa muscular; sarcopenia, quando a perda de massa muscular é acompanhada de perda de força ou de performance muscular; e sarcopenia grave, quando se observa perda de massa muscular, de força e de performance muscular.

São vários os fenômenos fisiológicos que ocasionam o aparecimento da Sarcopenia, como diminuição na produção de alguns hormônios, sem contar os aspectos do estilo de vida. Outros fatores que contribuem para o surgimento dessa patologia é a inatividade física, redução na ingestão de proteínas, tabagismo e deficiência de vitamina D.

A sarcopenia representa um fator de risco importante para a fragilidade e a perda de independência das pessoas mais velhas. Também está ligada a um maior risco de sofrer acidentes, quedas e mesmo uma morte precoce. Atualmente, a sarcopenia apresenta um grande impacto socioeconômico, consumindo aproximadamente 18,5 bilhões de dólares só nos Estados Unidos.

Causas da Sarcopenia

 

A sarcopenia pode ser causada por alterações hormonais e fisiológicas do próprio envelhecimento, por doenças que ocorrem frequentemente na velhice, mas também está associada ao sedentarismo e à má alimentação. Na terceira idade, esses problemas se tornam mais frequentes em decorrência do estilo de vida, de limitações físicas ou por problemas como depressão e alterações dentárias.

 

                                  Existem diversos fenômenos fisiológicos que ocasionam o aparecimento da Sarcopenia

 

Em pessoas saudáveis, a diminuição da massa magra geralmente inicia-se após os 30 anos de idade, com perdas em torno de 1% a 2% ao ano. Sem medidas preventivas, idosos com 80 anos de idade podem ter somente 50% de sua massa muscular da juventude.

No entanto, a sarcopenia não está ligada apenas ao envelhecimento. Algumas doenças como o câncer, processos infecciosos ou inflamatórios graves, traumatismos sérios, levam a uma perda de massa muscular acelerada, muito mais grave do que aquela que ocorre no envelhecimento.

 

Sintomas da Sarcopenia

 

A falta de massa magra provoca inúmeras dificuldades na vida do idoso, que surgem aos poucos, como desequilíbrio, dificuldade para caminhar e para atividades como fazer compras, arrumar a casa, ou, até, atividades básicas como tomar banho e se levantar da cama.

À medida que a massa muscular atrofia, o idoso tem maior risco de quedas, e começa a apresentar a necessidade de andar com o apoio de alguém, uma bengala ou de cadeira de rodas, além de ter mais dores pelo corpo, provocadas não só pelo desgaste dos ossos e articulações, mas também pela falta de músculos para ajudar na estabilização das juntas do corpo.

Para recuperar os músculos, é importante evitar o sedentarismo e praticar exercícios físicos, com treinos de força e aeróbicos, além de uma alimentação adequada, rica em proteínas e nutrientes, de preferência presentes em carnes magras, derivados de leite e vegetais, como soja, lentilha e quinoa.

 

Diagnóstico da Sarcopenia

 

O diagnóstico da sarcopenia é feito através de exames de imagem que verificam a densidade mineral óssea da pessoa. É feito um escaneamento completo do corpo, determinando a perda de massa magra. A confirmação se dá através de exames clínicos e de performance, como se levantar sozinho e caminhar, marcha, ida e volta, entre outros, de forma a verificar a mobilidade. Embora sejam exames feitos principalmente entre os idosos, jovens sedentários também podem ter sinais semelhantes, que indicariam uma sarcopenia precoce.

 

Tratamento da Sarcopenia

 

Atualmente há diversos tratamentos promissores para a sarcopenia. Mas a combinação entre dieta balanceada e atividade física regular segue como principal terapia contra a doença. Nesse sentido, vale destacar que a oferta de proteína deve estar adequada, ficando entre 1,2 e 1,5 grama diários do nutriente por quilo. Assim, um indivíduo de 60 quilos poderia comer algo em torno de dois a três bifes. Algumas pesquisas sugerem inclusive que esse aporte de proteínas deve ser fracionado ao longo do dia.

Além disso, a reposição de vitamina D em casos de deficiência e o tratamento da anemia, uma vez presente, reforçam o índice de sucesso do combate à sarcopenia. A suplementação de leucina, um aminoácido essencial não produzido pelo organismo, também é estudada com resultados promissores. Seu uso, vale lembrar, vai depender de indicação e orientação de um profissional de saúde.

Em relação à atividade física, exercícios supervisionados, preferencialmente de resistência como musculação ou combinados com os aeróbicos, como a caminhada e corrida são recomendados. Em alguns casos, quando a sarcopenia está em estágios mais avançados, o tratamento pode incluir também o uso de anabolizantes com acompanhamento médico. Trata-se da aplicação de hormônios sintéticos que imitam a função que hormônios tróficos têm em nosso corpo, contribuindo assim para o aumento da massa muscular.

 

*Com informações dos sites: Globo Esporte,Saúde.Abril, Hospital Sírio Libanês,Tua Saúde e Prodiet.

 

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